Curso de Verão ArteMatika 2026
29 de Junho – 10 de Julho · Goethe Institut, Lisboa · Inscrições abertas
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O que é?
Neurociência + Matemática + Arte = ArteMatika
Uma viagem de 10 dias pela matemática criativa, visual e colaborativa, através de investigações com múltiplos pontos de entrada (piso baixo) que podem ser aprofundadas ao nível de curiosidade, competência e interesse de cada participante (teto alto).
- Desaprender mitos prejudiciais sobre a matemática e a aprendizagem, sustentados pela neurociência
- Experienciar trabalho colaborativo produtivo em matemática em grupos de idades mistas e experiências variadas
- Desenvolver competências de pensamento visual e expressão visual através de Laboratórios Creativos liderados por artistas profissionais
- Fazer matemática real como um matemático criativo, liderado pela matemática e educadora Dra. Sara Santos (UK e PT)
- Usar modelos, fazer adereços e desenhos para compreender a matemática e explicar o pensamento matemático
Mentalidades Matemáticas
A neurociência contrariou de forma concludente a crença de que algumas crianças simplesmente 'não têm jeito para os números'. Estudos de neuroimagem mostram que a pressão de tempo bloqueia a memória de trabalho — o desempenho sofre não por falta de capacidade, mas por ansiedade. A Prof. Jo Boaler da Universidade de Stanford demonstra que alunos que aprendem através de estratégias flexíveis e criativas atingem resultados superiores, resolvem com a mesma velocidade e desenvolvem um sentido numérico duradouro. O ArteMatika assenta nesta investigação.
“Existe um equívoco comum e prejudicial na matemática — a ideia de que os bons alunos de matemática são os mais rápidos.”
Jo Boaler · Stanford University
“O sentido numérico é a base de toda a matemática de nível superior. Quanto mais enfatizamos a memorização, menos dispostos ficam os alunos a pensar sobre os números.”
Jo Boaler · Stanford University
Laboratórios Criativos
O nome Laboratórios Criativos surge dos Laboratori de Bruno Munari (artista, designer, pedagogo). Inspirados pela sua convicção de que a arte deve ser acessível a todos e que o processo de experimentação importa mais do que o resultado final, adoptámos o mesmo nome e queremos promover uma aprendizagem a partir da compreensão da arte — a democratização do conhecimento artístico.
“A Arte é a representação, a ciência a explicação — da mesma realidade.”
Herbert Read
“O que está errado no nosso sistema educativo é precisamente o nosso hábito de estabelecer territórios separados e fronteiras invioláveis.”
Herbert Read
O que é o ArteMatika?
O que é o ArteMatika?
Dra. Sara Santos ·
ArteMatika · IngoC CEC
Programa
Sessões da manhã — Dra. Sara Santos
Cada tarefa da manhã é concebida com base na investigação de Mentalidades Matemáticas da Prof. Jo Boaler: piso baixo e teto alto — acessível a todos, extensível a qualquer nível de curiosidade — desmontando o mito de que a matemática é apenas para alguns. A velocidade e a memorização cedem lugar ao pensamento profundo, visual e colaborativo.
A neurociência não é apenas um tema — é a própria pedagogia. Os alunos exploram como o cérebro aprende, porque é que os erros são importantes e o que é realmente o pensamento matemático. Trabalhando em grupos de idades mistas, investigam, fazem conjecturas, representam o seu pensamento e caminham para a prova ao seu próprio nível.
Actividades incluem: competências de equipa através de jogos · neurociência da aprendizagem e da matemática · gráficos com movimento · construção de formas com cordas · investigações de padrões · apresentação de trabalhos · prova matemática
Laboratórios Creativos da tarde — Artistas Convidados
Inspirados nos Laboratori de Bruno Munari, estas sessões privilegiam a dimensão sensorial e táctil — o que Munari chamava o "sentido esquecido". As neurociências confirmam que o gesto e o movimento, em conjunto, são as bases do conhecimento e da aprendizagem da linguagem.
Propomos sempre uma abordagem interdisciplinar, aproximando o quotidiano dos alunos à natureza — campo privilegiado para entender que toda a forma artística segue o mesmo procedimento da natureza (Goethe): existe uma predisposição para sermos de determinada maneira, mas há muitas formas diferentes de o sermos.
Edições anteriores: Pintura, Desenho e Cerâmica · Crochet e Dobragem de Papel · Movimento, Composição, Música e Contar Histórias

Dr Sara Santos
Britânica e portuguesa, Sara tem um doutoramento em Matemática pela Universidade de Manchester e mais de 25 anos de experiência como professora universitária, professora, consultora e performer.
Sara foi comentadora de Matemática na BBC e teve múltiplas aparições nos media internacionais. No Reino Unido trabalhou na Royal Institution of Great Britain, King's College London, e criou o Maths Busking.
Em Portugal é fellow fundadora do Forward College. Em 2024, Sara lançou o Curso de Verão de Mentalidades Matemáticas para trabalho visual, criativo e colaborativo em matemática, combinado com arte. Sara sempre amou a matemática e a arte e não as consegue separar. Vive em Oeiras onde aprecia estar perto do mar.
Artistas Convidados
ArteMatika 2026

Cerâmica e Design
Margarida Fernandes
Margarida Melo Fernandes é a ceramista/designer por detrás do atelier MARGARIDA FABRICA (2010). Colabora no ArteMatika desde o seu nascimento em 2024.
Margarida adora convívios à mesa, plantas, árvores e dar asas à imaginação das crianças.

Actor e Formador
Manuel Henriques
Manuel Henriques é actor, encenador e formador de artes performativas. Gosta de criar projectos em diálogo com a actualidade, interdisciplinares e com uma dimensão lúdica. Enquanto formador, tem desenvolvido projectos com grupos de diferentes faixas etárias, comunidades e contextos sociais.
Edições anteriores — 2024 e 2025

Emma Ashton
Emma é professora de Música e Teatro no Oeiras International School. Lidera o workshop Musicalizações. Emma tem o talento de trazer à tona a voz interior de cada um!

Marina Quay
Marina é criadora, performer e professora de dança, com especial interesse na fisicalidade do movimento como catalisador da imaginação, prazer e pensamento não dicotómico, promovendo a auto-expressão e a ligação.

André Brito
André ensina storytelling digital, prototipagem de vídeo e design UX/UI na Universidade de Loughborough (Inglaterra) e na Hyper Island (Suécia). Cria documentários e pratica storytelling diário com a sua filha de cinco anos.
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Vagas limitadas — prioridade por ordem de inscrição.
FAQs
Como podem jovens de idades diferentes trabalhar juntos em matemática?+
Os contextos escolares tradicionais agrupam as crianças por faixas etárias e a sociedade normalizou isso. Além disso, a matemática escolar tradicional consiste frequentemente em praticar a mesma competência repetidamente.
No ArteMatika, trabalhamos em problemas de matemática cuidadosamente concebidos para grupos mistos e que são multi-nível: chamamos-lhes problemas de 'piso baixo' e 'teto alto', pois têm múltiplos pontos de entrada e várias extensões possíveis.
Iniciamos o curso com tarefas matemáticas concebidas para treinar os participantes em competências de trabalho de grupo produtivo.
Que tipo de matemática fazemos? Como se relaciona com a escola?+
Expandimos as competências matemáticas 'lateralmente', melhorando a investigação, a resolução de problemas e a comunicação de ideias matemáticas, em vez de ensinar o currículo escolar.
Se o seu filho segue o currículo IB, a linguagem usada no MYP é o Critério B e o Critério C, referindo-se à investigação de padrões, generalização, representações múltiplas, necessidade da álgebra e comunicação matemática rigorosa.
Se segue o currículo Cambridge iGCSE, as competências relevantes são o Reconhecimento de Padrões Algébricos, Prova e Justificação, Formulação de Generalizações.
Se segue o currículo português, as 'Aprendizagens Essenciais' incluem Literacia Matemática, Resolução de Problemas, Raciocínio Matemático, Pensamento Computacional, Comunicação Matemática e Representações Múltiplas, bem como Auto-Regulação, Pensamento Crítico, Perseverança, Colaboração, Criatividade e Autonomia.
Qual é o papel da neurociência no curso ArteMatika?+
O curso baseia-se em evidências neurocientíficas que mostram que o cérebro cresce mais quando lutamos ou cometemos erros. Afastamo-nos da priorização da 'memorização' e da 'velocidade' em direcção ao pensamento visual profundo. Quando os alunos se envolvem em 'Mentalidades Matemáticas' criativa, as sinapses cerebrais funcionam mais eficazmente do que durante o cálculo repetitivo.
Porque é que o ArteMatika tem duas semanas em vez de uma?+
As verdadeiras mudanças de mentalidade precisam de tempo. A duração de duas semanas permite que os alunos superem a ansiedade matemática inicial, a pressão de desempenho sentida pelos alunos 'sobredotados' e se mergulhem completamente na Mentalidades Matemáticas e nos Laboratórios Creativos. A investigação mostra que o envolvimento sustentado — em vez de 'cramming' — leva a maior retenção e a uma mudança fundamental na forma como o aluno vê o seu próprio potencial.
O que é a abordagem 'Mindset Mathematics' usada no curso?+
Usamos a metodologia desenvolvida pela Prof. Jo Boaler na Universidade de Stanford. Esta envolve tarefas de 'piso baixo, teto alto' acessíveis a todos mas que podem atingir níveis muito avançados. Combinando com técnicas de Maths Busking, garantimos que os alunos vejam a matemática como uma disciplina flexível, artística e multidimensional.
Quem lidera o curso de verão ArteMatika no Goethe-Institut?+
O curso é dirigido pela Dra. Sara Santos, matemática com doutoramento pela Universidade de Manchester. Fundadora do Maths Busking e ex-apresentadora da BBC, a Dra. Santos traz mais de 25 anos de experiência a tornar a matemática complexa envolvente, visual e divertida.
O que dizem pais e alunos sobre a experiência ArteMatika?+
Os testemunhos destacam frequentemente a transformação na confiança. Os pais notam que crianças que antes 'odiavam' a matemática começam a vê-la como uma ferramenta criativa. Ao trabalhar num ambiente onde os erros são bem-vindos, os alunos reportam sentir-se 'desbloqueados'.
"O quê?! Matemática nas férias?!"+
Se não consegue imaginar o seu filho a gostar de um curso de matemática, fique tranquilo: não haverá testes, trabalho de livro aborrecido, comparações ou cálculos de velocidade.
Em vez disso, as actividades matemáticas consistem em desaprender mitos prejudiciais sobre a matemática, abrir a mente, expandir capacidades, fazer matemática de forma divertida e colaborativa como jovens detectives a investigar padrões, apresentar trabalhos e aprender como os outros vêem a mesma coisa de forma diferente.
As famílias buscam o curso por múltiplas razões. Algumas têm filhos que adoram matemática, outras que precisavam de um recomeço, outras ainda para acender o interesse da criança na matéria.
Um pai contou-nos que acordava a filha de manhã dizendo 'campo de matemática!' e isso bastava para ela se levantar entusiasmada.
O que são os Laboratórios Criativos e porque esse nome?+
O nome surge dos Laboratori de Bruno Munari (artista, designer, pedagogo, 1907–1998). Inspirados pela sua convicção de que a arte deve ser acessível a todos e que o processo de experimentação importa mais do que o resultado final, adoptámos o mesmo nome.
O objectivo é promover uma aprendizagem a partir da compreensão da arte — a democratização do conhecimento artístico. Os Laboratórios Criativos não procuram a autoexpressão pelo seu valor próprio, mas antes despertar a visão que cada pessoa tem do mundo, e entender a concepção do artista como instrumento de vida.
Porque é que os Laboratórios Criativos valorizam o tacto e os sentidos?+
Bruno Munari chamava ao tacto "o sentido esquecido" — e estava à frente do seu tempo. As neurociências confirmam hoje que o gesto e o movimento, em conjunto, são as bases do conhecimento e da aprendizagem da linguagem.
Os Laboratórios Criativos são concebidos para dar aos sentidos o lugar que merecem: descobrir a qualidade de cada material através do toque, a resistência do barro entre as mãos, o peso e a temperatura de diferentes superfícies.
Como escreve Grassini (2020): "Peso e temperatura são sensações exclusivamente tácteis; a consistência de todas as suas determinações, incluindo as nuances mais refinadas, só podem ser percepcionadas através do toque. A visão pode reconhecer uma superfície lisa, distinguindo-a de uma áspera, mas só o tacto pode produzir a sensação."
Porque combinar ciência e arte?+
No ArteMatika, ciência e arte não são territórios separados. Herbert Read exprimiu-o com clareza: "A Arte é a representação, a ciência a explicação — da mesma realidade." E ainda: "O que está errado no nosso sistema educativo é precisamente o nosso hábito de estabelecer territórios separados e fronteiras invioláveis."
Os Laboratórios Criativos propõem sempre uma abordagem interdisciplinar, relacionando o quotidiano dos alunos com a natureza — campo privilegiado para entender que toda a forma artística segue o mesmo procedimento da natureza (Goethe): existe uma predisposição para sermos de determinada maneira, mas há muitas formas diferentes de o sermos.
Qual o papel das Artes Visuais no desenvolvimento dos alunos?+
Segundo o Ministério da Educação: "As Artes Visuais assumem-se como uma área do conhecimento fundamental para o desenvolvimento global e integrado dos alunos (...), mais especificamente dos processos de olhar e ver, de forma crítica e fundamentada, dos diferentes contextos visuais. Assume como principal finalidade o alargamento e enriquecimento das experiências visuais e plásticas dos alunos, contribuindo para o desenvolvimento da sensibilidade estética e artística, despertando, ao longo do processo de aprendizagem, o gosto pela apreciação e fruição das diferentes circunstâncias culturais." (Aprendizagens Essenciais, 2018)
Os Laboratórios Criativos do ArteMatika partem desta mesma convicção.
O que significa educação estética neste contexto?+
"Estética" vem da palavra grega aisthesis — "sentir ou perceber através dos sentidos" — entendida hoje como "pensar de uma maneira bela". A educação estética deve ser compreendida como "a educação para a beleza" (Sòcratti), tendo em conta o seu duplo significado: a capacidade de receber impressões através dos sentidos, e a capacidade de compreender e vivenciar plenamente as condições afectivas e emocionais.
Os Laboratórios Criativos visam cultivar ambas.
O que as famílias dizem
Pais
“[O meu filho] conseguiu reduzir o tempo passado com o videojogo e mostrou mais interesse pela matemática.”
“[A minha filha] estava entusiasmada por ir ao campo todos os dias e chegava a casa animada para descrever o que tinha aprendido.”
“[O meu filho] disse-me esta manhã que 'este é o melhor programa de férias a que já fui!'”
O que os participantes disseram
“Aprendemos tanto... à tarde fazemos artes. E as ideias dos outros miúdos eram muito interessantes. Valeu muito a pena!”
“Foi super!!! Fixíssimoooo”
“Foi muito divertido e foi uma boa oportunidade para aprender coisas novas.”
“Foi divertido. Aprendi muita coisa — muita matemática e aprendi sobre outros matemáticos.”
Uma conversa durante o curso
Detalhes
Datas
29 de Junho – 10 de Julho de 2026 (segunda a sexta-feira, duas semanas)
Horário
Dia completo: 9h00–16h00 · Só manhãs: 9h00–13h00
Local
Goethe Institut, Campo dos Mártires da Pátria 37, 1169-016 Lisboa
Línguas
Inglês e Português
Idades
Recomendado 9 a 14 anos
Equipa
Dra. Sara Santos e artistas profissionais, mais equipa de apoio
Preços
€698
pelas duas semanas
€445
pelas duas semanas
O almoço não está incluído. O Goethe Institut tem cafetaria no local, e estamos a explorar a possibilidade de oferecer uma ementa dedicada ao curso em colaboração com eles (ainda não confirmado).
Devido ao número limitado de vagas, a prioridade será dada por ordem de inscrição.
Pronto para se inscrever?
Devido ao número limitado de vagas, a prioridade é dada por ordem de inscrição. Contacte-nos em ingoc.cec@gmail.com ou +351 911 551 560.
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